segunda-feira, 7 de maio de 2012

O texto como arma, ou o compromisso com a palavra

Meninos e meninas, em nossas aulas constantemente afirmamos que há a necessidade de compromisso com o texto escrito. 
Depois de divulgado, o conteúdo e as intensões do texto passam a ser interpretados e usados por outros leitores, sem nosso controle.

Entre os vários gêneros de textos que podemos produzir, dois merecem atenção especial quando nos referimos ao compromisso com a escrita: o texto científico e o texto jornalístico.

O texto científico pode ser traduzido pelos trabalhos escolares, os fichamentos, os ensaios, relatórios, seminários e artigos que aprenderam ou aprenderão durante o ano letivo. 

 O texto jornalístico é aquele cujo objetivo é informar e auxiliar o leitor a formar sua opinião sobre determinado assunto em jornais, revistas, telejornal  ou radiojornalismo.

Ambos os textos, científico e jornalístico, para funcionar, precisam ter credibilidade e responsabilidade. Usados como uma arma, podem prejudicar  um grupo social ou toda uma sociedade.

Como exemplo da falta de compromisso com as consequências do texto, ou seu uso para prejudicar outros, trazemos uma reportagem da TV Record, que revela o mau uso da escrita praticado pela conhecida revista Veja.

Segundo a reportagem da emissora, durante anos o dono da revista, Victor Civita, e seu grupo de jornalistas, mentiram para os leitores, acusaram sem provas, atacaram pessoas e instituições. Tudo isso para favorecer um grupo de indivíduos e empresas com interesses que prejudicaram os brasileiros.

Após a leitura, reflita sobre seus trabalhos, sobre o que escreve nas redes sociais e nas matérias jornalísticas a serem produzidas por nós.







terça-feira, 1 de maio de 2012

1 de mayo

Nuestras clases dominantes han procurado siempre que los trabajadores no tengan historia, no tengan doctrina, no tengan héroes y mártires. Cada lucha debe empezar de nuevo separada de las luchas anteriores: la experiencia colectiva se pierde, las lecciones se olvidan. La historia aparece así como propiedad privada cuyos dueños son los dueños de todas las otras cosas. Esta vez es posible que se quiebre ese círculo".
Rodolfo Walsh.


Maestra Izabel Lima

1 de maio


Meninos e meninas, o 1 de maio  é um dia, cuja história, foi construída com muita luta, mortes e conquistas. Essa data tem importância fundamental para os trabalhadores como os pais e mesmo alguns de vocês.

Ao contrário do afirmado pela mídia, muitos empresários e o senso comum, não é o dinheiro que move o mundo: é o trabalho.

1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho

 “A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo

    O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

    Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

    Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho

Aproveite, e assista ao vídeo com a obra "Operário em construção", de Vinícius de Moraes


Um abraço dos Profs.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Vamos organizar um sarau?

Meninos e meninas, poesia é algo que brota em todo lugar. Não é apenas "matéria de bimestre", não é só coisa de "gente morta" e nem fica apenas na cabeça do mestre. Está no ar, fala do amor de mil maneiras, fala das mulheres  amadas e das guerreiras amantes, da paixão, do arroz e do feijão. Canta a dor da solidão e se mistura com samba, rep, forró e vanerão. Está nas estrelas do céu da boca, na voz rouca de quem protesta, no silêncio de quem espera.Poesia é trem onde cabe todo mundo e vai para o destino de cada um, sem nos separar porque verso não se faz só.

Para entender tudo isso aí, assista ao belo documentário que fala sobre os Saraus na Periferia de São Paulo.

 Um abraço dos Profs

terça-feira, 3 de abril de 2012

Orientações básicas para seminário

Meninos e meninas, apresentamos algumas orientações básicas para uma boa apresentação de seminário em qualquer disciplina.

Quaisquer dúvidas podem ser resolvidas em sala, ou aqui no Linguonautas, através dos comentários no fim de cada postagem.
 
Grupos que desejarem preparar uma apresentação com slides (no máximo 8) devem seguir as recomendações:
a) Tema do seminário, no primeiro slide;b) Os slides da apresentação devem ser redigidos em forma de tópicos.
c) Quando trechos da obra forem citados, devem estar entre aspas e com indicação da página;
d) Bibliografia e nome completo, por ordem de chamada, no último slide.

Grupos que optarem por usar cartazes (no máximo 5):
a) Tema do seminário, no primeiro cartaz;
b) Os cartazes da apresentação devem ser redigidos em forma de tópicos;
c) Evite textos longos e/ou imagens pequenas;
d) O cartaz será mais eficiente com uso de imagens e/ou frases curtas;
e) As cores usadas nas letras devem ser neutras.

Uso de outras mídias:
a) Gravações de voz e/ou imagem não devem conter ofensas ou constrangimentos de qualquer natureza;
b) Os "erros de gravação" não devem ser exibidos durante o seminário;
c) A fonte (créditos) do vídeo deve ser citada;
d) Vídeos e/ou gravação de áudio  devem ter, no máximo, 3 minutos de duração;

A apresentação:
a) Durante o seminário, devem se apresentar entre dois a três integrantes  de cada grupo por vez;
b) Postura corporal também conta pontos, por isso nada de braços cruzados, ficar encostado na parede, mascar chiclete, olhar para o teto, cutucar o nariz, etc;
c) Seminário é trabalho em equipe, todos precisam registrar e dominar o conteúdo e não apenas a "sua" parte;
d) Evite uso de gíria: seminário é uso formal da língua;
e) Respeitar as apresentações dos colegas é fundamental;
f) Uma boa apresentação exige ensaio antecipado;
e) Aplausos após cada apresentação é uma forma de valorizar o trabalho dos colegas.

Os grupos devem ainda preparar fotocópias de um pequeno resumo (10 a 15 linhas) de sua pesquisa para os colegas e entregar um roteiro de apresentação para o professor.
O roteiro deve ser digitado em fonte Times ou Arial, tamanho 12, entre linhas 1,5. Deve conter a sequência de apresentação, bibliografia e nome completo dos integrantes, acompanhado de número de chamada em ordem crescente .


Um abraço dos Profs.

ECA, uma conquista da juventude

Meninos e meninas, o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8069, de 13 de julho de 1990, estabelece os direitos de crianças e adolescentes até completar os 18 anos. Os governos municipal, estadual e federal passaram a ter obrigações para garantir a educação, saúde, cultura e segurança da juventude brasileira. Infelizmente, nem todos conhecem essa legislação e muitas vezes emitem opinião sem nunca terem lido.

Nessa postagem, trazemos alguns links que ajudarão a conhecer melhor essa legislação conquistada pelos defensores de uma juventude saudável, livre com acesso à educação, cultura e emprego.

domingo, 11 de março de 2012

Índio, que índio?

A ignorância é o principal alimento do preconceito quando se trata das relações humanas. A arte nos leva, muitas vezes, a questionar o que nos é apresentado como natural. Ao estudar o Romantismo no Brasil descobrimos como foi formado o mito do indígena como um herói de valores europeus. Nesse momento questionamos sobre qual nosso conhecimento sobre uma das três etnias que formaram (e formam) a nação.

Pesquisando no mais popular oráculo da internet, encontramos o texto "Cinco ideias equivocadas sobre os índios", de José Ribamar Bessa Freire, que tivemos o prazer de conhecer através de um curso da SEED, em 2009, e o vídeo "Índios do Brasil- Quem são eles?"

O texto esá disponível na coluna sala de aula e o vídeo está nesta postagem. Ambos são importantes para compreensão do passado e do presente das ideias do romantismo como projeto estético, político e ideológico.