quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Textos e vídeos para 3A e 3B
Mario de Andrade, e Manuel Bandeira
Os vídeos serão de uma marca de sabonete:
comercial 1, comercial 2
Dois comerciais simples, mas com muitos elementos.
Um abraço do Profi!
Textos e vídeos para 2A e 2B
Sugiro que o texto seja lido pelo menos duas vezes. Ter uma cópia é extremamente recomendável.
Os vídeos são de comerciais de uma marca de refrigerante:
Comercial 1, comercial 2
Divirtam-se analisando os vídeos.
Abraço do Profi!
Textos vídeos para 1A e 1B
Os vídeos deverão ser descritos e analisados. Comuniquem-se, troquem, ideias, a escrita individual deve existir apenas na hora da avaliação.
Os autores que serão usados na avaliação são:
Álvares de Azevedo, e Castro Alves
Os vídeos são de comerciais das sandálias Havaianas:
Comercial 1, e comercial 2
Um abraço do Profi!
domingo, 13 de setembro de 2009
Questões para 1A e 1B
A JESUS CRISTO CRUCIFICADO
ESTANDO O POETA PARA MORRER
Meu Deus que estás pendente de um madeiro,
Em cuja lei protesto 1 de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso 2, constante, firme e inteiro.
Neste lance 3, por ser o derradeiro,
Pois vejo minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um pai, manso cordeiro.
Mui grande é o vosso amor e o meu delito,
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.
Esta razão me obriga a confiar,
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.
Glossário
1 protesto: prometo
2 animoso: corajoso
3 lance: momento difícil
BUSCANDO A CRISTO
A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.
Fonte: A poesia de gregório de Matos - Segismundo Spina - Edusp
Após a primeira leitura, dos poemas e das questões, use o dicionário para procurar o significado de palavras que não tenha entendido. Lembre-se; o dicionário traz vários significados de uma mesma palavra, certifique-se qual o mais adequado para o texto lido.
Questões
a) Os dois poemas acima são da temática religiosa de Gregório de Matos. Podemos notar que, em ambos textos, vários significados são opostos um ao outro, sendo assim destacamos: perdoar/condenar, viver/morrer, aberto/fechado, (pecar) finito/(perdoar) infinito, castigar/receber.
Em qual dos poemas está explicitada a relação perdoar/condenar? Prove com versos do poema.
b) Em qual dos dois poemas há declaradamente um pedido de perdão? Em que momento da vida o eu-lírico escolhe para fazer esse pedido? Prove com versos do poema e explique com suas palavras.
c) Gregório de Matos usa diferentes recursos linguísticos para demosntrar que Cristo está crucificado nos dois poemas. Copie dois desses recursos (palavra(s) ou frases/versos) de cada poema e explique porque você destacou esses recursos.
d) Imagine que não houvesse título no poema BUSCANDO A CRISTO, mas você teria que descobrir a quem o eu-lírico se dirige usando apenas os versos do poema.
d 1 Quais versos você usaria para provar a quem o eu-lírico se dirige?
d 2 Argumente, usando conhecimentos e os versos selecionados para responder a questão (d1), como você provaria a quem o eu-lírico se dirige.
domingo, 6 de setembro de 2009
Questões para 2A e 2B
MÚSICA DA MORTE...
Cruz e Souza
A musica da Morte, a nebulosa,
Estranha, imensa musica sombria,
Passa a tremer pela minh’alma e fria
Gela, fica a tremer, maravilhosa...
Onda nervosa e atroz, onda nervosa,
Letes* sinistro e torvo da agonia,
Recresce a lancinante sinfonia,
Sobe, numa volúpia dolorosa...
Sobe, recresce, tumultuando e amarga,
Tremenda, absurda, imponderada e larga,
De pavores e trevas alucina...
E alucinando e em trevas delirando,
Como um Ópio letal, vertiginando,
Os meus nervos, letárgica, fascina...
Mors *
Emiliano Perneta
Nesse risonho lar,
A dor caiu neste momento,
Como se fosse a chuva, o vento,
O raio, e bate sem cessar...
Bate e estala,
Como uma louca,
De boca em boca,
De sala em sala...
Somente tu, flor delicada,
Como quem veio
Fatigada
De um passeio,
Tombaste ali, silenciosa,
Sobre o sofá,
No abandono,
Pálido rosa,
De um longo sono,
De que ninguém te acordará!
(*) latim: mors, mortis 'morte (natural ou violenta), falecimento'; ver mor(t)- Fonte: Dicionário Houaiss Eletrônico
Questões
a) Leia ambos poemas e procure no dicionário as palavras que não saiba o significado. Há um link de um dicionário online no blog, pesquise. Releia os poemas, escreva sua interpretação do texto e discuta com os colegas.
b) O tema de ambos poemas é o mesmo; a morte. No entanto, em um deles o eu-lírico descreve a morte de uma pessoa e em outro, descreve a sensação da morte.
b-1) Em qual deles há a descrição da morte de uma pessoa? Prove com versos do texto;
b-2) Em qual deles o eu-lírico experimenta a sensação da morte? Prove com versos do texto;
c) Em um dos poemas o eu-lírico dirige-se diretamente a uma segunda pessoa. Prove com elementos do texto e escreva como essa "pessoa" é descrita no poema.
d) O eu-lírico do poema Música da Morte evoca alguns dos sentidos físicos do leitor. Quais sentidos são esses? Associe-os com versos e/ou palavras do texto.
e) Leia o trecho do poema Mors de Emiliano Perneta:
Nesse risonho lar,
A dor caiu neste momento,
Como se fosse a chuva, o vento,
O raio, e bate sem cessar...
Bate e estala,
Como uma louca,
De boca em boca,
De sala em sala...
Quem pratica as ações descritas pelos eu-lírico dos versos acima? Onde ocorre a ação segundo o eu-lírico?
f) Há diferença na forma em que os eu-líricos falam da morte? Responda relendo os textos, usando versos dos poemas e suas palavras.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Para refletir sobre o racismo no Brasil
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Questões para 1A e 1B
Pesquisar os links do blog relativos a Camões e à sua obra também ajudará muito na avaliação.
Leia com atenção:
“Tu só, tu, puro Amor, com força crua,
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano. ”
(Camões – Os Lusiadas-Canto III -Episódio de Inês de Castro)
QUANDO TUDO ACONTECEU...
1320: Em Coimbra, a 8 de Abril, nasce o príncipe D. Pedro, filho de D. Afonso IV, rei de Portugal. - 1340: D. Afonso IV participa na batalha do Salado ao lado de Afonso XI de Castela, é a vitória decisiva da cristandade sobre a moirama da Península Ibérica. Inês de Castro, dama galega, vem para Portugal no séquito de D. Constança, noiva castelhana de D. Pedro; paixão adúltera e fulminante de Pedro por Inês. - 1345: Nasce D. Fernando, filho de D. Constança e de D. Pedro. - 1349 ?: Morte de D. Constança. - 1354: Influenciado pelos Castro (irmãos de Inês), D. Pedro mostra-se disposto a intervir nas lutas dinásticas castelhanas. - 1355: A 7 de Janeiro, com o consentimento d’el-Rei D. Afonso IV, nos paços de Santa Clara (Coimbra) Diogo Lopes Pacheco, Pedro Coelho e Álvaro Gonçalves degolam Inês de Castro; revolta de D. Pedro contra o pai. - 1357: Morte de D. Afonso IV; D. Pedro sobe ao trono e manda executar os assassinos de Inês de Castro. - 1361: Do Mosteiro de Santa Clara (Coimbra) para o Mosteiro de Alcobaça, D. Pedro I manda trasladar os restos mortais de Inês de Castro. - 1367: A 18 de Janeiro morre D. Pedro I, em Estremoz. Fonte do texto aqcima.
Releia o "episódio de Inês de Castro" (páginas 524 a 528) antes de responder as questões;
a) Explique o verso “Tuas aras banhar em sangue humano. ” relacionando à história de Inês de Castro.
b) Cite, diretamente do texto "episódio de Inês de Castro" (páginas 524 a 528), os argumentos de Inês para salvar a própria vida. Explique, de forma objetiva, cada um desses argumentos.
c) O texto 2 traz, resumidamente, os fatos históricos do episódio de Inês de Castro. Reflita e comente, os fatos são verdadeiros e Camões os colocou em sua poesia. Prove como o poeta “enfeita” os fatos através da linguagem e inventa passagens e falas que não estão nos registros históricos. Por que o autor de Os Lusíadas faria isso em sua opinião?
Não deixe de observar que Camões, através do eu-lírico usa a mitologia, apela para sentimentos, etc para argumentar.
Use dicionário, pesquisa na internet, anotações do caderno, mas lembre-se de indicar a fonte e de escrever apenas o que foi pesquisado e poderá ser explicado depois. Não seja aluno papagaio.
Um abraço do Mestre Oda!
